Esta página existe porque a pergunta que a gente mais ouve não é “funciona?”. É “por que tem isso aí dentro, e por que nessa quantidade?”

A resposta inteira está abaixo. Ela é mais longa do que um anúncio, e é de propósito: o que decide uma fórmula não cabe numa frase.

Os cinco critérios
  1. A forma do nutriente decide se ele serve para alguma coisa
  2. A quantidade não vem do Valor Diário (%VD)
  3. A quantidade se decide antes da fórmula — não depois do preço
  4. Profundidade ou amplitude — nunca as duas ao mesmo tempo
  5. O que ficou de fora conta tanto quanto o que entrou

Esta página tem cinco telas de leitura. O índice fica à vista enquanto você desce.

Os cinco critérios

A forma e a quantidade de cada constituinte são escolhidas por critério, antes de a fórmula existir — e a decisão principal é a forma.

A forma do nutriente é o que decide se ele serve para alguma coisa. É por isso que o folato entra como L-metilfolato, a B12 como metilcobalamina, a vitamina K como menaquinona-7 e os minerais em forma quelatada — e isso se confere virando o pote.

A quantidade vem depois, e não vem do mínimo que fecha o rótulo. Onde a referência oficial de ingestão é apenas um piso, a quantidade sobe acima dela por decisão de projeto.

As duas decisões são separadas — e nós dizemos qual é qual em cada fórmula.

Tres tigelinhas de ceramica iguais com pos de tons diferentes, sobre mesa de madeira clara. Três formas do mesmo nutriente. O rótulo diz qual é a de dentro do pote. 1

A forma do nutriente decide se ele serve para alguma coisa

Dois potes podem declarar “vitamina B9, 400 µg” e entregar coisas diferentes, porque a forma química não é a mesma.

O ácido fólico comum precisa ser convertido pelo organismo antes de ser usado. Essa conversão depende de uma enzima cuja atividade varia entre as pessoas: em quem tem uma das variações mais estudadas dessa enzima, ela funciona a 67% do normal; em quem tem as duas cópias da variação, a 25%.

Por isso o VITALIZ e o COGNEZ trazem a vitamina B9 já como L-metilfolato e a B12 já como metilcobalamina — as formas que o organismo usa direto. O COGNEZ traz ainda a vitamina K como menaquinona-7.

Nos minerais vale o mesmo raciocínio: magnésio, zinco, ferro, cobre e manganês entram em forma quelatada (bisglicinato), e o magnésio aparece em três formas diferentes na mesma cápsula.

Isto se confere virando o pote. Não depende de interpretar literatura: está impresso na lista de ingredientes, e é onde a diferença para um polivitamínico de farmácia aparece primeiro.

Balanca antiga de dois pratos, em metal fosco, sobre bancada de madeira, com um prato mais baixo que o outro. Cobrir o Valor Diário e concentrar um nutriente não são a mesma medida. 2

A quantidade não vem do Valor Diário (%VD)

Existe uma diferença que quase nenhum rótulo explica: cobrir a recomendação diária e concentrar um nutriente são coisas diferentes, e podem estar separadas por dezenas de vezes.

A vitamina B6 é o exemplo mais claro. 1,3 mg fecham 100% do Valor Diário (%VD) — é a coluna que o rótulo traz ao lado de cada nutriente. O HARMONIZ traz 50 mg.

A mesma lógica vale para a vitamina C do HARMONIZ, em 500 mg — 500% do Valor Diário —, e para a coenzima Q10 do RELAZ, em 100 mg.

Onde o Valor Diário é apenas um piso, a quantidade sobe acima dele por decisão de projeto — e o número está impresso no rótulo e nesta página, para você conferir.

Tres colheres dosadoras de metal enfileiradas em ordem crescente sobre mesa de madeira clara. A medida vem antes do preço. A conta que quase ninguém mostra

Coenzima Q10 do RELAZ: 100 mg, não 30. Vitamina C do HARMONIZ: 500 mg, não 60. Os dois números saíram do critério científico antes de existir preço de venda — e é por isso que o preço acompanhou a fórmula, não o contrário.

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A quantidade se decide antes da fórmula — não depois do preço

Numa fórmula, o número de constituintes e a quantidade de cada um são duas decisões separadas, e a segunda é a difícil. É também onde a maioria das fórmulas se resolve pelo lado errado: define-se primeiro o preço de venda, e depois se ajusta a quantidade até caber.

Aqui a ordem é a inversa. A quantidade sai do critério científico acima, antes de a fórmula existir. Se o resultado ficar caro, o preço acompanha — a quantidade não desce para caber num número.

É por isso que a coenzima Q10 do RELAZ são 100 mg e não 30, e que a vitamina C do HARMONIZ são 500 mg e não 60.

Duas tigelas de ceramica sobre madeira: uma funda cheia ate a borda, outra larga e rasa com uma camada fina. Fundo e cheio, ou largo e raso. Não existem os dois na mesma cápsula. Uma escolha por fórmula, declarada

RELAZ, HARMONIZ e VITALIZ escolheram profundidade: poucos constituintes, na quantidade de estudo. O COGNEZ escolheu amplitude: 29 constituintes, cobertura ampla. O COGNEZ é o único da linha em que “a quantidade usada em estudo” não é o argumento — e está escrito, em vez de ser descoberto depois.

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Profundidade ou amplitude — nunca as duas ao mesmo tempo

Uma fórmula pode ser feita de dois jeitos: poucos constituintes concentrados, ou muitos constituintes cobrindo a recomendação diária. As duas coisas na mesma cápsula não cabem, e quem promete as duas está contando com o fato de que ninguém confere.

Nós escolhemos uma por fórmula, e dizemos qual:

Fórmula Escolha O que isso significa
RELAZ6 constituintes profundidade concentração em poucos constituintes
HARMONIZ9 constituintes profundidade concentração em poucos constituintes
VITALIZ8 constituintes profundidade, com foco em forma folato e B12 já ativos, magnésio em três formas
COGNEZ29 constituintes amplitude 13 vitaminas, 8 minerais, 3 aminoácidos e 5 outros — cobertura ampla, não concentração

O COGNEZ é o único da linha em que a concentração não é o argumento — e nós preferimos escrever isso a deixar você descobrir depois.

Mesa de madeira clara e vazia, com uma folha verde no canto e a sombra da esquadria da janela na madeira. O que não entrou também é decisão de projeto. 5

O que ficou de fora conta tanto quanto o que entrou

Não entra estimulante em nenhuma das quatro fórmulas. Nenhuma tem cafeína. É uma decisão de projeto: a cafeína entrega uma sensação imediata que se confunde com resultado, e a confusão é justamente o que nós não queremos vender.

Não entra constituinte só para engordar a lista do rótulo. Se ele não passa pelo critério 1 ou pelo critério 2, não entra — mesmo que fique bonito na embalagem.

Pilha de folhas de papel em branco presa por um clipe de metal, ao lado de uma lupa, sobre mesa de madeira. A literatura reunida — e lida na ordem descrita ao lado.

Como a literatura foi lida

Nem toda evidência vale o mesmo, e a ordem que usamos é esta: revisão sistemática com metanálise de ensaios randomizados → ensaio clínico randomizado e controlado por placebo → estudo observacional → tudo o mais, que serve para levantar hipótese e nunca para decidir quantidade.

E quando a evidência é fraca, nós dizemos que é fraca. Há constituintes nestas fórmulas cuja literatura é escassa ou inconsistente. Eles continuam lá quando fazem sentido nutricional — mas não viram argumento de venda, e a página de referências de cada produto diz, em português, o que cada estudo mediu e qual o tamanho do achado.

Onde estão as referências

A literatura está reunida numa página só, organizada por nutriente — nunca por produto. Ali estão as publicações no formato completo — autores, revista, ano —, o que cada uma mediu e em quantas pessoas.

Ela fica fora da página de produto, e a organização por nutriente é de propósito: a página do produto vende o produto; a página de referências discute literatura, nutriente a nutriente. Misturar as duas seria transformar estudo em promessa, e é exatamente isso que a norma brasileira proíbe — com razão.

Bancada de aco inox de industria de alimentos, com um bequer de vidro vazio e uma balanca de precisao. Indústria licenciada, produção em lote.

Quem fabrica

As quatro fórmulas são produzidas em indústria licenciada, no Paraná, sob responsabilidade técnica, com lote e validade impressos em cada pote — os dados completos do fabricante estão no rótulo, como manda a norma.

A produção é feita em lote, e não continuamente: cada lote sai com a mesma fórmula, a mesma quantidade de cada constituinte e o mesmo processo. É o que permite dizer que o pote que você recebe é igual ao anterior.

O que este método não garante

Um método bom melhora a chance de a fórmula fazer sentido. Ele não promete resultado — e nós não vamos prometer.

  • Nutrição não age na hora. Nenhuma destas fórmulas foi feita para resolver o dia de hoje.
  • Quantidade de estudo não é a mesma coisa que quantidade de tratamento. Há casos em que a literatura usa quantidades muito maiores do que as nossas — e quando isso acontece, quem precisa é de acompanhamento profissional, não de suplemento.
  • Nenhum suplemento substitui avaliação. Se o que você sente atrapalha o seu dia, o caminho é um profissional de saúde. Nós preferimos perder a venda a ocupar o lugar dela.