Esta página existe porque a pergunta que a gente mais ouve não é “funciona?”. É “por que tem isso aí dentro, e por que nessa quantidade?”
A resposta inteira está abaixo. Ela é mais longa do que um anúncio, e é de propósito: o que decide uma fórmula não cabe numa frase.
Esta página tem cinco telas de leitura. O índice fica à vista enquanto você desce.
A forma e a quantidade de cada constituinte são escolhidas por critério, antes de a fórmula existir — e a decisão principal é a forma.
A forma do nutriente é o que decide se ele serve para alguma coisa. É por isso que o folato entra como L-metilfolato, a B12 como metilcobalamina, a vitamina K como menaquinona-7 e os minerais em forma quelatada — e isso se confere virando o pote.
A quantidade vem depois, e não vem do mínimo que fecha o rótulo. Onde a referência oficial de ingestão é apenas um piso, a quantidade sobe acima dela por decisão de projeto.
As duas decisões são separadas — e nós dizemos qual é qual em cada fórmula.
Três formas do mesmo nutriente. O rótulo diz qual é a de dentro do pote. 1
Dois potes podem declarar “vitamina B9, 400 µg” e entregar coisas diferentes, porque a forma química não é a mesma.
O ácido fólico comum precisa ser convertido pelo organismo antes de ser usado. Essa conversão depende de uma enzima cuja atividade varia entre as pessoas: em quem tem uma das variações mais estudadas dessa enzima, ela funciona a 67% do normal; em quem tem as duas cópias da variação, a 25%.
Fonte dos dois números: Wan L, Li Y, Zhang Z, Sun Z, He Y, Li R. Methylenetetrahydrofolate reductase and psychiatric diseases. Transl Psychiatry. 2018;8(1):242. doi.org/10.1038/s41398-018-0276-6
Por isso o VITALIZ e o COGNEZ trazem a vitamina B9 já como L-metilfolato e a B12 já como metilcobalamina — as formas que o organismo usa direto. O COGNEZ traz ainda a vitamina K como menaquinona-7.
Nos minerais vale o mesmo raciocínio: magnésio, zinco, ferro, cobre e manganês entram em forma quelatada (bisglicinato), e o magnésio aparece em três formas diferentes na mesma cápsula.
Isto se confere virando o pote. Não depende de interpretar literatura: está impresso na lista de ingredientes, e é onde a diferença para um polivitamínico de farmácia aparece primeiro.
Cobrir o Valor Diário e concentrar um nutriente não são a mesma medida. 2
Existe uma diferença que quase nenhum rótulo explica: cobrir a recomendação diária e concentrar um nutriente são coisas diferentes, e podem estar separadas por dezenas de vezes.
A vitamina B6 é o exemplo mais claro. 1,3 mg fecham 100% do Valor Diário (%VD) — é a coluna que o rótulo traz ao lado de cada nutriente. O HARMONIZ traz 50 mg.
A mesma lógica vale para a vitamina C do HARMONIZ, em 500 mg — 500% do Valor Diário —, e para a coenzima Q10 do RELAZ, em 100 mg.
Onde o Valor Diário é apenas um piso, a quantidade sobe acima dele por decisão de projeto — e o número está impresso no rótulo e nesta página, para você conferir.
A medida vem antes do preço. A conta que quase ninguém mostra
Coenzima Q10 do RELAZ: 100 mg, não 30. Vitamina C do HARMONIZ: 500 mg, não 60. Os dois números saíram do critério científico antes de existir preço de venda — e é por isso que o preço acompanhou a fórmula, não o contrário.
3Numa fórmula, o número de constituintes e a quantidade de cada um são duas decisões separadas, e a segunda é a difícil. É também onde a maioria das fórmulas se resolve pelo lado errado: define-se primeiro o preço de venda, e depois se ajusta a quantidade até caber.
Aqui a ordem é a inversa. A quantidade sai do critério científico acima, antes de a fórmula existir. Se o resultado ficar caro, o preço acompanha — a quantidade não desce para caber num número.
É por isso que a coenzima Q10 do RELAZ são 100 mg e não 30, e que a vitamina C do HARMONIZ são 500 mg e não 60.
Fundo e cheio, ou largo e raso. Não existem os dois na mesma cápsula. Uma escolha por fórmula, declarada
RELAZ, HARMONIZ e VITALIZ escolheram profundidade: poucos constituintes, na quantidade de estudo. O COGNEZ escolheu amplitude: 29 constituintes, cobertura ampla. O COGNEZ é o único da linha em que “a quantidade usada em estudo” não é o argumento — e está escrito, em vez de ser descoberto depois.
4Uma fórmula pode ser feita de dois jeitos: poucos constituintes concentrados, ou muitos constituintes cobrindo a recomendação diária. As duas coisas na mesma cápsula não cabem, e quem promete as duas está contando com o fato de que ninguém confere.
Nós escolhemos uma por fórmula, e dizemos qual:
| Fórmula | Escolha | O que isso significa |
|---|---|---|
| RELAZ6 constituintes | profundidade | concentração em poucos constituintes |
| HARMONIZ9 constituintes | profundidade | concentração em poucos constituintes |
| VITALIZ8 constituintes | profundidade, com foco em forma | folato e B12 já ativos, magnésio em três formas |
| COGNEZ29 constituintes | amplitude | 13 vitaminas, 8 minerais, 3 aminoácidos e 5 outros — cobertura ampla, não concentração |
O COGNEZ é o único da linha em que a concentração não é o argumento — e nós preferimos escrever isso a deixar você descobrir depois.
O que não entrou também é decisão de projeto. 5
Não entra estimulante em nenhuma das quatro fórmulas. Nenhuma tem cafeína. É uma decisão de projeto: a cafeína entrega uma sensação imediata que se confunde com resultado, e a confusão é justamente o que nós não queremos vender.
Não entra constituinte só para engordar a lista do rótulo. Se ele não passa pelo critério 1 ou pelo critério 2, não entra — mesmo que fique bonito na embalagem.
A literatura reunida — e lida na ordem descrita ao lado.
Nem toda evidência vale o mesmo, e a ordem que usamos é esta: revisão sistemática com metanálise de ensaios randomizados → ensaio clínico randomizado e controlado por placebo → estudo observacional → tudo o mais, que serve para levantar hipótese e nunca para decidir quantidade.
E quando a evidência é fraca, nós dizemos que é fraca. Há constituintes nestas fórmulas cuja literatura é escassa ou inconsistente. Eles continuam lá quando fazem sentido nutricional — mas não viram argumento de venda, e a página de referências de cada produto diz, em português, o que cada estudo mediu e qual o tamanho do achado.
A literatura está reunida numa página só, organizada por nutriente — nunca por produto. Ali estão as publicações no formato completo — autores, revista, ano —, o que cada uma mediu e em quantas pessoas.
Ela fica fora da página de produto, e a organização por nutriente é de propósito: a página do produto vende o produto; a página de referências discute literatura, nutriente a nutriente. Misturar as duas seria transformar estudo em promessa, e é exatamente isso que a norma brasileira proíbe — com razão.
Indústria licenciada, produção em lote.
As quatro fórmulas são produzidas em indústria licenciada, no Paraná, sob responsabilidade técnica, com lote e validade impressos em cada pote — os dados completos do fabricante estão no rótulo, como manda a norma.
A produção é feita em lote, e não continuamente: cada lote sai com a mesma fórmula, a mesma quantidade de cada constituinte e o mesmo processo. É o que permite dizer que o pote que você recebe é igual ao anterior.
Um método bom melhora a chance de a fórmula fazer sentido. Ele não promete resultado — e nós não vamos prometer.
Suplemento alimentar. Não é medicamento. Adultos a partir de 19 anos.