Vitamina D baixa: o que o exame diz e o que fazer

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Vitamina D baixa: o que o exame diz e o que fazer

Falta de vitamina D é uma das buscas mais comuns sobre essa vitamina, e quase sempre começa com um exame de sangue. Este guia responde, em linguagem simples: o que o exame de 25-hidroxivitamina D mede, qual o valor de referência, o que causa a vitamina D baixa, como aumentar e o que tomar.

Cada informação traz o número da sua fonte, e as referências completas estão no fim.

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O que o exame de vitamina D mede

O exame mais pedido é o da 25-hidroxivitamina D, ou 25(OH)D. É a forma que circula no sangue e mostra quanto de vitamina D o corpo tem, venha ela do sol, da comida ou de suplemento1.

O resultado aparece em ng/mL ou em nmol/L. Para passar de uma unidade para a outra, multiplique ou divida por 2,5: 20 ng/mL são 50 nmol/L1.

Em uma frase

A unidade muda o número, não o resultado: 20 ng/mL e 50 nmol/L são a mesma coisa.

02

Vitamina D: valor de referência

No Brasil, as sociedades de endocrinologia e de patologia clínica publicaram juntas os valores de referência1:

Baixa

Abaixo de 20 ng/mL

É o ponto em que a vitamina D é considerada baixa, ou deficiente1.

Adequada

De 20 a 60 ng/mL

É a faixa adequada para a população geral até 65 anos1.

Grupos de risco

De 30 a 60 ng/mL

É a faixa indicada para quem tem mais de 65 anos, gestantes, pessoas com osteoporose, com quedas frequentes ou que passaram por cirurgia bariátrica, entre outros1.

O mesmo documento recomenda não passar de 60 ng/mL em nenhuma situação, e registra que, acima de 100 ng/mL, cresce o risco de intoxicação1.

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Vitamina D baixa: o que causa

A busca tem duas leituras, e as duas têm resposta.

O que faz a vitamina D ficar baixa. A maior parte dela é fabricada na própria pele, com a luz do sol; a comida traz pouca2. Por isso ela tende a ficar baixa em quem1:

  • toma pouco sol: trabalho em ambiente fechado, protetor solar, inverno;
  • tem a pele mais escura;
  • tem mais idade;
  • tem obesidade;
  • tem alguma condição que atrapalha a absorção no intestino, ou passou por cirurgia bariátrica;
  • tem doença crônica nos rins ou no fígado;
  • usa alguns remédios de uso contínuo, como anticonvulsivantes.

Para que o corpo usa a vitamina D. A norma brasileira reconhece funções como estas, exatamente como a Anvisa as escreveu3:

  • "A vitamina D auxilia na formação de ossos e dentes."
  • "A vitamina D auxilia no funcionamento muscular."
  • "A vitamina D auxilia no funcionamento do sistema imune."

As seis funções estão no guia Vitamina D: para que serve.

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Como aumentar a vitamina D

São três caminhos, e eles se somam.

Caminho 1

Sol

A pele fabrica vitamina D com a luz do sol. A quantidade varia com a estação, o horário, o protetor solar e a cor da pele2.

Caminho 2

Comida

Peixes gordos, como salmão e sardinha, gema de ovo e alimentos enriquecidos. A comida traz pouca vitamina D, e por isso pesa menos que o sol2.

Caminho 3

Suplemento

Em 67 homens acompanhados durante o inverno, cada 1 µg a mais por dia de vitamina D3 elevou, em média, 0,7 nmol/L a vitamina D do sangue4. Na conta, 50 µg por dia (2.000 UI) dão cerca de 35 nmol/L a mais, ou 14 ng/mL.

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O que mais as pesquisas estudaram

Há estudos com pessoas que tinham vitamina D baixa e mediram o cansaço e as emoções do dia a dia.

Estudo

Vitamina D baixa e cansaço

Em 120 adultos jovens que se sentiam cansados e tinham vitamina D abaixo de 20 ng/mL, uma dose única de 100.000 UI fez a nota de cansaço cair mais do que a cápsula sem nada, em quatro semanas. A melhora acompanhou a subida da vitamina D no sangue5.

Revisão

Vitamina D e emoções

Uma revisão de 2020 reuniu 25 estudos, com 7.534 pessoas. A vitamina D baixou a nota de emoções negativas, como ansiedade e tristeza, mais do que a cápsula sem nada. O efeito apareceu com mais clareza em quem tinha a vitamina D baixa, até 20 ng/mL, e quando o uso durou oito semanas ou mais6.

Esses estudos falam da vitamina D, e não de um produto. Suplemento alimentar não é tratamento. Se o cansaço ou a ansiedade atrapalham o trabalho, a casa ou as relações, a conversa é com um profissional de saúde.

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Vitamina D baixa: o que tomar e quanto

Dois números da norma brasileira ajudam a ler o rótulo:

Valor diário

15 µg (600 UI)

É a quantidade de referência que aparece no "%VD" da tabela nutricional7.

Máximo em suplemento

50 µg (2.000 UI) por dia

Para adultos a partir de 19 anos. Nenhum suplemento alimentar pode passar disso na porção do dia3.

As doses semanais altas, como 7.000 ou 50.000 UI, ficam fora do limite do suplemento alimentar: são assunto para o médico, com exame. Na conta entra tudo: se você toma mais de um suplemento com vitamina D, some as quantidades.

D3 ou D2, gotas ou cápsula, com K2 e o melhor horário estão no guia Vitamina D: para que serve.

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Perguntas frequentes

Falta de vitamina D e vitamina D baixa são a mesma coisa?

São. As duas expressões falam do resultado abaixo de 20 ng/mL no exame1.

Quem deve fazer o exame?

As sociedades brasileiras recomendam o exame para quem está nos grupos de risco: mais de 65 anos, gestantes, pouca exposição ao sol, obesidade, condições que atrapalham a absorção e uso de alguns remédios1.

Vitamina D injetável: quando se usa?

A vitamina D injetável é medicamento, e fica fora do suplemento alimentar. A dose e a via são decisão do médico, com exame.

Tomar sol resolve?

O sol é a principal fonte, mas a quantidade que a pele fabrica varia muito de pessoa para pessoa2. O exame mostra como está a sua.

Referências

  1. Moreira CA, Ferreira CEDS, Madeira M, Silva BCC, Maeda SS, Batista MC, et al. Reference values of 25-hydroxyvitamin D revisited: a position statement from the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism (SBEM) and the Brazilian Society of Clinical Pathology/Laboratory Medicine (SBPC/ML). Arch Endocrinol Metab. 2020;64(4):462-78. doi:10.20945/2359-3997000000258
  2. Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Calcium and Vitamin D. Washington (DC): National Academies Press; 2011.
  3. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa nº 28, de 26 de julho de 2018, Anexo IV (texto consolidado).
  4. Heaney RP, Davies KM, Chen TC, Holick MF, Barger-Lux MJ. Human serum 25-hydroxycholecalciferol response to extended oral dosing with cholecalciferol. Am J Clin Nutr. 2003;77(1):204-10. doi:10.1093/ajcn/77.1.204
  5. Nowak A, Boesch L, Andres E, Battegay E, Hornemann T, Schmid C, et al. Effect of vitamin D3 on self-perceived fatigue: a double-blind randomized placebo-controlled trial. Medicine (Baltimore). 2016;95(52):e5353. doi:10.1097/MD.0000000000005353
  6. Cheng YC, Huang YC, Huang WL. The effect of vitamin D supplement on negative emotions: a systematic review and meta-analysis. Depress Anxiety. 2020;37(6):549-64. doi:10.1002/da.23025
  7. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa nº 75, de 8 de outubro de 2020, Anexo II.