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Zinco: para que serve, quelato ou sulfato e quanto tomar
É um dos minerais mais procurados no Brasil, sozinho ou junto com a vitamina C. Este guia responde, em linguagem simples, às perguntas que mais chegam sobre ele: para que serve, onde ele está, zinco quelato, bisglicinato ou sulfato, quanto por dia e melhor horário.
Cada informação traz o número da sua fonte, e as referências completas estão no fim.
Zinco: para que serve
A norma brasileira reconhece nove funções do zinco no organismo. São estas as frases, exatamente como a Anvisa as escreveu1:
- "O zinco auxilia no funcionamento do sistema imune."
- "O zinco contribui para a manutenção do cabelo, da pele e das unhas."
- "O zinco é um antioxidante que auxilia na proteção dos danos causados pelos radicais livres."
- "O zinco auxilia na síntese de proteínas."
- "O zinco auxilia no metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras."
- "O zinco auxilia no processo de divisão celular."
- "O zinco auxilia na manutenção de ossos."
- "O zinco auxilia na visão."
- "O zinco auxilia no metabolismo da vitamina A."
Em uma frase
O zinco é um dos nutrientes com mais funções reconhecidas na norma brasileira.
Onde está o zinco
O zinco está nas carnes, nos frutos do mar, em especial nas ostras, nas castanhas, nas sementes e nas leguminosas2.
Os fitatos, presentes em cereais integrais e leguminosas, prendem parte do zinco e diminuem o seu aproveitamento. Por isso, quem tem uma alimentação baseada em vegetais costuma precisar de mais atenção ao zinco2.
Zinco quelato, bisglicinato ou sulfato?
No suplemento, o zinco vem sempre ligado a outra molécula, e é ela que dá nome à forma.
Forma orgânica
Quelato e bisglicinato
É o zinco ligado a duas moléculas de glicina, um aminoácido. "Quelato" é como o rótulo brasileiro costuma chamá-lo. Em 12 mulheres, o bisglicinato elevou o zinco no sangue 43% mais do que o gluconato, outra forma comum3.
Forma inorgânica
Sulfato
É uma das formas mais antigas e mais comuns em farmácia. Mais do que o nome da forma, conta quanto zinco a porção do dia traz.
O que mais as pesquisas estudaram
Além da imunidade, há estudos com pessoas sobre outros temas. Um deles mediu o humor.
Estudo
Zinco e humor
Em um estudo, 30 mulheres jovens tomaram por 10 semanas um polivitamínico, com ou sem 7 mg de zinco. No grupo que recebeu o zinco, as notas de raiva e de desânimo caíram, e o zinco no sangue subiu4.
Esses estudos falam do zinco, e não de um produto. Suplemento alimentar não é tratamento. Se a irritação ou o desânimo atrapalham o trabalho, a casa ou as relações, a conversa é com um profissional de saúde.
Quanto tomar de zinco por dia?
Dois números da norma brasileira respondem:
Valor diário
11 mg
É a quantidade de referência que aparece no "%VD" da tabela nutricional5.
Máximo em suplemento
29,59 mg por dia
Para adultos a partir de 19 anos. Nenhum suplemento alimentar pode passar disso na porção do dia1.
O limite existe por um bom motivo: em quantidades muito acima dele, de 100 a 300 mg por dia, o zinco passa a atrapalhar o aproveitamento do cobre6. Na conta entra tudo: se você toma mais de um suplemento com zinco, some as quantidades.
Qual o melhor horário para tomar zinco?
Os estudos não compararam horários. O que se sabe é que os fitatos da comida prendem parte do zinco2. Mais do que a hora, conta tomar todos os dias.
O guia Qual o melhor horário para tomar cada vitamina mostra o que vale para as outras.
Perguntas frequentes
Zinco quelato e bisglicinato são a mesma coisa?
Quase sempre. Quando o rótulo brasileiro diz "zinco quelato", em geral está falando do bisglicinato de zinco.
Pode tomar zinco todos os dias?
Pode, dentro do limite da norma: até 29,59 mg por dia em suplemento, para adultos1.
Zinco com magnésio: pode?
Pode. Os dois aparecem juntos em muitos suplementos, e cada um tem as suas funções reconhecidas na norma1.
Referências
- Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa nº 28, de 26 de julho de 2018, Anexos IV e V (texto consolidado).
- Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Vitamin A, Vitamin K, Arsenic, Boron, Chromium, Copper, Iodine, Iron, Manganese, Molybdenum, Nickel, Silicon, Vanadium, and Zinc. Washington (DC): National Academy Press; 2001.
- Gandia P, Bour D, Maurette JM, Donazzolo Y, Duchène P, Béjot M, et al. A bioavailability study comparing two oral formulations containing zinc (Zn bis-glycinate vs. Zn gluconate) after a single administration to twelve healthy female volunteers. Int J Vitam Nutr Res. 2007;77(4):243-8. doi:10.1024/0300-9831.77.4.243
- Sawada T, Yokoi K. Effect of zinc supplementation on mood states in young women: a pilot study. Eur J Clin Nutr. 2010;64(3):331-3. doi:10.1038/ejcn.2009.158
- Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa nº 75, de 8 de outubro de 2020, Anexo II.
- Fosmire GJ. Zinc toxicity. Am J Clin Nutr. 1990;51(2):225-7. doi:10.1093/ajcn/51.2.225
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Escrito pela Equipe editorial LIENZ. Como escrevemos.
Suplemento alimentar. Não é medicamento. Adultos a partir de 19 anos.